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20 de abr de 2012

■ A Guerra Santa dos cavaleiros nos videogames

Um sucesso arrasador em sua primeira transmissão no território brasileiro, chegando a derrubar do tamanco, grandiosos programas como o renomado Jornal Nacional e a novela das nove em sua época.

Uma saga capaz de quebrar barreiras sobre o que a população brasileira achava da animação em geral (citando: "desenhos animados são para crianças, e apenas isso!").

Uma história onde a amizade sempre prosperava em suas lutas contra o mal. Onde a força é multiplicada pelo simples fator de acreditar. Onde sacrifícios pelos seus companheiros são feitos de bom grado. Uma história que hoje, quem teve a honra de acompanhar, a considera épica sob diversos aspectos.

Aqui, começa um relato sobre Saint Seiya: Os Cavaleiros do Zodiaco.

Aqueles que tinham o poder de rasgar os céus foram iniciados pela cabeça (não muito inventiva, em minha opinião... E isso eu irei explicar mais pra frente, ainda nesta matéria) do Sr. Kurumada Masami:

(é isso mesmo, crianças! O nome, pronunciado em Japonês, em primeiro lugar, vem o sobrenome, pra depois vir o nome. É um sinal de respeito para as pessoas por lá...). O mangá de maior sucesso, escrito pelo Sr. Kurumada, sem dúvida nenhuma, é Saint Seiya. Infelizmente, em seus outros trabalhos, poucos se destacaram, sendo que praticamente nenhum deles chegou pelo menos no bico do sapato dos cavaleiros.
Vale citar mangás e animes que tiveram um sucesso, digamos assim, mediano, como foi o caso de:


Fuuma no Kojiro (aqui no Brasil, foi lançado em duas fitas de video como Kojiro. Raro e com uma boa dublagem, como tudo que começa bem, não chega ao seu final...), o lutador de boxe, Ryuji, astro de Ring no Kakero e outros!

O mais engraçado é que, quando eu era mais novo e trabalhava em uma videolocadora, me lembro de ver os comerciais sobre os OVA's (em vídeo) dos Cavaleiros e do Kojiro, e os personagens de ambos eram exatamente os mesmos!

Daí, como uma paródia, eu pensava que: "Já que os artistas são os mesmos, com certeza, serão os reis das locações..."

Ledo engano! Tiny Toons - o filme (que conta uma história dos personagens da Looniversidade ACME saindo de férias...) tinha um índice de locação bem maior que Kojiro. Mas isso são águas passadas! Vamos cuidar dos jogos baseados na série Saint Seiya que vale mais a pena.

Me dê sua força, Famicooooom!
O início da saga veio em dois jogos para Famicom (conhecido aqui como o clássico NES/Nintendinho, ou pra quem não chegou a conhecer os modelos originais, o famigerado Polystation), ambos considerados do estilo RPG/Ação.

Analisando bem o estilo, a jogabilidade dele lembra a de jogos como G.I Joe - A Real American Hero e G.I Joe - Atlantis Factor, com uma pitada do clássico Hryuu no Ken / Flying Dragon nas lutas contra os chefões (um exemplo prático seria as lutas contra os Cavaleiros de Ouro)


Enquanto que as duas versões, em cartucho, são extremamente raras de se encontrar (a versão japonesa original tem um formato diferenciado e cores nas caixas de proteção plástica), as ROMs dos jogos são facilmente encontradas na internet para que você possa apreciá-las no seu emulador preferido. E se o idioma for uma barreira, a boa notícia é que já foram feitas diversas traduções, incluindo o português Brasileiro.

Me dê sua praticidade, portááááááááteis!
Para o pequeno notável da Nintendo, foi lançado uma versão onde os personagens estão em seu formato SD (Super Deformado, para quem não conhece), onde todos tem um cabeção enorme e um corpinho pequenino. O jogo é um RPG, em um formato mais clássico, e segue a história do anime. O interessante dessa versão é justamente o seu início: ele inicia na Guerra Galáctica, enquanto a de seu irmão colorido tem início já na Grécia, onde os heróis tem que transpor as 12 casas dos guardiões de Atena para chegar ao chefe (que não vou citar porque.... Ah, pra não contar a história toda^^)


Houve uma versão para o Bandai Wonderswan, um portátil que não foi comercializado (diretamente) para o Brasil. Sua versão é conhecida como a "Perfect Edition", um remake do primeiro jogo lançado para o Famicom.

Conta com uma qualidade maior, tanto em gráficos, quanto em música. Infelizmente a jogabilidade permanece meio que truncada, dificultando em algumas partes que exigem mais agilidade.

Se você não tem a sorte de ter um videogame com o jogo em sua casa,  pelo menos pode saciar sua vontade de jogar usando os bons e velhos emuladores...


Esqueça essa versão Pegasuuuuuuuus!
Houve uma versão dos Cavaleiros para PC, mas seu lançamento foi apenas no Japão (o que quebra a nossa vontade de ver...). Conhecida como Saint Seiya - Typing Ryu Sei Ken, jogo é no estilo digitação (Typing), onde, para liberar seu cosmo, você NECESSITA (MESMO!), saber digitar BEM! O nível de dificuldade é completamente ignorante e, para piorar, o louco que tentar não terá qualquer embasamento nas palavras digitadas, uma vez que elas são apenas uma tradução literal dos Kanjis, que são disparados aleatoriamente na tela.

O jogo tem uma instalação um pouco complexa, já que você terá que modificar o idioma da sua máquina para o Japonês, caso contrário, o instalador não funcionará a contento (quero dizer: Você não vai conseguir instalar a budega).


Sobre a qualidade gráfica, fica meio difícil explicar, uma vez que o jogo se utiliza de imagens paradas que apenas deslizam pela tela, até chegar em suas posições. O cenário é fixo e o que realmente interessa é digitar BEM e RÁPIDO! Senão....

Sobre a trilha sonora, ela é meio "pacífica" demais pra quem precisa se estressar com a digitação. Entretanto, a minha opinião é que alguns jogadores poderão até gostar devido ao estilo empregado.

Agora a coisa é séria Pegasuuuuuuuuus!!!
Estamos chegando nos videogames mais novos, que receberam de presente, os jogos que vieram diretamente de Atena

Para o Playstation 2 temos o Chapter Sanctuary e The Hades. Os jogos receberam um maravilhoso tratamento gráfico, transformando os personagens em um formato tridimensional. O primeiro, segue a saga do Santuário (parece até que está seguindo os mesmos passos das versões anteriores) onde você, de posse do controle do herói (... Que NÃO É Ben Tennyson...), tem a missão de invadir as casas dos protetores do Santuário e..... ah1 Você já sabe o resto

A parte ruim de Chapter Sanctuary é que, se formos contar os defeitos que foram lançados juntamente com o jogo, não dá pra saber se é conveniente jogá-lo. Segue uma lista com alguns... Probleminhas:

O primeiro ponto é a lentidão dos menus. Você terá ataques de nervos do início ao fim com o seu cursor. Logo em seguida temos as cenas interativas, que foram adicionadas em GRANDE quantidade, mas isso vai do ponto de vista de cada um. Resumindo tudo: poucas batalhas e muitas cenas tornam o jogo muito parado,  dificultando o "climax" da aventura..



Quanto as batalhas, o estilo do jogo segue a linha de Tekken e Toh Shin Den (apenas para citar alguns), porém, não existe uma boa gama de comandos para os golpes, sendo no máximo dez para cada personagem. Aliás, falando neles, temos um problema grave na jogabilidade que não permite que o jogador possa se agachar ou até mesmo pular (!?). Imagino como eles conseguiram tal proeza.

Mas, na segunda tentativa, a coisa tende a melhorar, certo?

Sim! Houve uma melhora, tanto na qualidade gráfica, quanto nos combates, que passaram a ser mais disputados. O som continua característico à série e a quantidade de videos diminuiu drasticamente.


Por último temos a versão para PS3, chamada de Saint Seiya - Senki. A qualidade gráfica da produção foi muito elogiada pela crítica, mas ainda temos os personagens duros, como nas versões anteriores do PS2. O mais difícil é ver que, apesar de tanta evolução gráfica, o jogo ainda ficou aquém da qualidade que os fãs esperavam.


Bom, no momento, a "Santa saga" para por aqui, mas esperemos que, num futuro não tão distante, lancem um jogo baseado no novo anime (Saint Seiya Omega) com a qualidade que a série merece.

Vida longa aos Cavaleiros!

8 comentários:

Que bela matéria sobre Cavaleiros!
Assistia isso todo dia na manchete. Que tempo massa!

Meu, cada jogo obscuro aí, hein? Se jogou tudo isso mano?

Faça uma sobre shurato!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Desculpa a empolgação XD

Bom, até poderia fazer sobre o Shurato, desde que ele tivesse algum jogo próprio ou que fosse personagem de outro jogo. Na verdade, Shurato Hidaka (o Rei Shura), estava cotado como um dos personagens do fighting game Tatsunoko vs Capcom, mas não foi aprovado. A primeira listagem, que foi confirmada pela Tatsunoko e pela Capcom, envolvia os seguintes personagens:
Joe the Condor (Gatchaman/Guerra das Galáxias), Yatterman #2 (Yatterman/Time Bokan séries - série não lançada no Brasil), Shurato Hidaka (Shurato), Soul Taker, Nakahara Komugi (Nurse Witch Komugi), Daikyojin (Yatterman/Time Bokan séries), Berg Katse (Gatchaman/Guerra das Galáxias), Tekkaman Evil (Tekkaman Blade), Braiking Boss (Casshern), JJ (Zillion).

Do lado da Capcom... Temos:
Leon, Tyrant (Resident Evil), Nash/Charlie, M. Bison, Ibuki (Street Fighter), Date Masamune (Sengoku Basara), Arthur (Ghosts'n'Goblins), Lei Lei/Hsien Ko (Darkstalkers), Zero Gouki (Cyberbots - Full Metal Madness), Tiara Hime (Gaia Masters), Nero (Devil May Cry), June (Star Gladiator), Rouge (Power Stone), Hinata Wakaba (Rival Schools: United by Fate).

Existia um boato de que Speed Racer (Go Mifune, na versão japonesa) seria um dos personagens, mas não existe nada de concreto na net confirmando tal informação.

Fico triste porque, meu personagem preferido (JJ, de Zillion), não teve a chance de aparecer em tal jogo, mas continue lendo nossas matérias e poste suas dúvidas e seus pedidos que iremos pesquisar tudo!

O pedido foi mais mesmo por fanatismo pelo anime. Não tinha conhecimento que não foi lançado NENHUM jogo de shurato, o que puta falta de sacanagem. E pow, que resposta foda XD! esclareceu tudo que eu queria saber.

valeu marcelo

Queisso... Como diz um amigo meu: "É pra 'nóis'"!

Não se preocupe porque estamos aqui justamente pra tirar as suas dúvidas e atender aos seus pedidos (desde que não seja dinheiro emprestado, claro!)

Portanto, continue aparecendo e postando suas críticas e pedidos para que possamos fazer o melhor, okay?

E muito complicado fazer um jogo dos CdZ fiel ao anime. Acho que o estilo mais apropriado é o rpg mesmo, mas pra ficar bom mesmo tem fazer um mmorpg. Imagina você começar como um aspirante a cavaleiro de bronze, participar de torneios, ganhar sua armadura até chegar a ser um semi deus como seiya? Seria BEM loco!

A Sega tinha um projeto desses, mas ninguém sabe se vai ter algum rumo, desde que eles pararam de mencionar algo depois de 2008...

E agora, que a Sega anda em 'maus lençóis', com certeza, esse será mais um descarte de uma boa ideia. A única coisa que compensa esperar, seria a versão de Shenmue, que APARENTEMENTE sairá ainda este ano pro PS3 e X360.

' Maus lençois " é pegar leve. Saint Seya Omega saiu pra enlamar o nome da série ( só pra falar mal mesmo ). Referente ao jogo acredito que poderiam ter feito sim um jogo muito melhor, mesmo sendo apenas de luta. A tendencia deveria ser melhorar mas os responsáveis pelo jogo são incapazes de pesquisar outros jogos de luta ou a opinião do fãs e indo além disso... vixi deixa eu parar por aqui. XD
Concordo com " Games " quanto a ser difícil criar um jogo totalmente fiel ao anime, na verdade MUITO DIFÍCIL, mas poderia ser melhor e concordo novamente quanto a jogar Saint Seya RPG . Eu joguei um faz tempo acredito que foi feito no RPG maker nem me lembro mais...

Que delícia de matéria. Cavaleiros foi um dos melhores desenhos que já vi (ao lado de Dragon Ball Z). Confesso que não conhecia todos os jogos, mas concordo com os dois amigos aí de cima que o gênero RPG é o mais apropriado para o game.

Grande abraço!

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